Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

 

 

Forcejo e reforcejo

Com recalcitrante veemência

O parto de um mero poema:

 

A minha verve, ao contrário,

Quer se manter inerte,

Em coma, inacessível á pena

Deste poeta-náufrago!

 

Penso em solfejar

Hinos que esquartejem

A opressão, a amorosa decepção e o flagelo:

Mas, pelo oceano da mente, me navega a nau do deserto.

 

O pensamento meu --- afinal de contas ---

Hoje não deseja degustar o sol da poesia:

Anseia, a bem da verdade,  ser o mor cemitério das ventanias!

 

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA


sinto-me: UMA ILHA DE VERSOS MENORES

publicado por liramenor às 11:15
UM MOSTRUÁRIO DA PRODUÇÃO POÉTICA DO BAIANO JESSÉ BARBOSA DEOLIVEIRA ATENÇÃO: TODOS OS POEMAS FORAM REGISTRADOS PELA BIBLIOTECA NACIONAL, SITUADA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E SE ENCONTRAM SOB A PROTEÇÃO DA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS N° 9.610
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